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Um novo olhar ao ser humano

Meu primeiro impacto foi logo na recepção, quando o coordenador cordialmente me apresentou a mulher que me abrigaria e as outras duas meninas. Então pensei: como posso chamar de mãe e irmãs pessoas nas quais nunca vi? Mas o acolhimento, o amor e o vínculo é tão grande que as palavras saem naturalmente e logo todos que compõem o Projeto (estudantes, professores e comunidade) se tornam uma família. A preocupação dos coordenadores pelo seu bem estar, mostrar os costumes e a história do lugar na medida do possível também é algo a ser lembrado.

 

Por ser do Piauí, algumas coisas não eram novidades. Porém, a novidade foi ser tomada por uma série de sentimentos, que me tornou sensível a olhar com indignação aquilo que já havia se tornado comum para mim. Durante uma conversa com um sertanejo, ele disse que seca não se combate, mas se tenta conviver com ela. Então me lembrei das primeiras aulas de engenharia quando o professor ressaltou a importância do engenheiro olhar para a necessidade humana e tentar buscar uma solução.

 

Ao mesmo tempo em que me via desafiada como futura engenheira também me sentia pequena como humana diante daquele povo que, por mais que a vida seja sofrida, não pensavam em deixar aquele lugar, pelo contrário, sempre estavam com os sorrisos largos

 

estampados no rosto e agradecidos a Deus pelo pouco que tinham.

 

Essa felicidade na simplicidade e nas pequenas coisas fez valer qualquer esforço para chegar e estar ali. Volto para a cidade com uma frase de Guimarães Rosa citada no livro Grande Sertão Veredas fazendo mais sentido do que nunca: “Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar”.

 

 

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