Endereço: Av. Tijucussu, São Caetano/SP 

© 2018 por Instituto Brasileiro de Expedições Sociais/ Projeto Canudos. Todos os direitos reservados.

Luz, câmera, Canudos!

26.07.2013

 

A primeira cena teve como cenário a festa de São Pedro. Imagine só, Canudos Velho estava lotado de moradores de cidades vizinhas para a folia mais esperada das últimas semanas. Os olhares eram curiosos e com ar de indagação em meio às câmeras e movimentação “estranha”. A noite era de diversão para todos, inclusive para os atores e até para a equipe. Mas antes, era necessário gravar. A gravação tinha que acontecer naquela noite, como bem escrito no roteiro dos colegas de equipe Camila Cabello e Vinícius Duran. Os nossos atores canudenses nunca estiveram em frente às lentes. Estávamos ansiosos e na expectativa.

Esse foi o começo de uma bateria de gravações que percorreram a última semana do grupo em Canudos Velho. O ficcional “Amor Feito Espinho” movimentou a comunidade e até os participantes do projeto, que emprestaram roupas e objetos para compor o filme.

A receptividade com que os envolvidos abraçaram a ideia ressaltou ainda mais a minha admiração pelos canudenses. Desde a moradora Maria, que cedeu a casa durante dois dias para a gravação, passando pelo Luiz – que também fez o mesmo, e até as mães que liberaram as crianças para participar. O sentido de produzir em equipe, de forma colaborativa, nunca fez tanto sentido para mim como em Canudos.

Impossível esquecer a bravura e força de vontade dos atores Pipoca, Manoella, Manuella e Inácio, que, mais do que enfrentar chuva, sol e vento, encararam os medos e receios de algo totalmente novo. Pessoalmente falando, me senti uma aprendiz do começo ao fim. Estava encantada com todo o processo de gravação e produção que Camila, Vinícius e Victor conduziram com maestria.

O último dia de gravação teve como pano de fundo o pôr do sol e o monumento de Antônio Conselheiro na entrada do vilarejo de Canudos Velho. A última cena, que trouxe um misto de saudades e dever cumprido para a equipe e atores, era apenas o começo do trabalho para a edição.

Na nossa última noite no sertão baiano, o resultado de todo o trabalho foi exibido para o vilarejo. Apenas de ver a introdução do ficcional já veio à mente aqueles dias intensos com todos os sorrisos, as conversas, o cansaço gostoso e prazeroso ao final do dia. Inevitável não sentir vontade de viver aquilo de novo, de novo e de novo.

 

 

Share on Facebook
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Procurar por tags
Arquivo
Please reload